Paridade Tecnológica

De acordo com o dicionário Michaelis, o significado da palavra Paridade é:

[Substantivo Feminino]
1 Qualidade ou característica do que é par ou igual; igualdade.
2 Qualidade de ser parecido, semelhante; parecença, semelhança.
Vivenciando como as tecnologias são compradas/implantadas nas organizações utilizando deste substantivo feminino, acabo achando muito estranho ou, até mesmo bizarro, como a forma e construção dos processos de aquisição dessas tecnologias são conduzidos.
Os conjuntos das necessidades de compra de toda e qualquer tecnologia (seja Tecnologia da Informação ou não) dentro das empresas estão ligados a diversos fatores, destacam-se 5 como sendo os principais:
  • Obsolescência;
    • A tecnologia (sendo hardware ou software) estão fora dos padrões de uso/necessidades de negócios. Exemplo: Você pode ter em sua empresa uma máquina de datilografar em perfeito estado de funcionamento, porém, dificilmente essa tecnologia: – que um dia foi revolucionária e disruptiva; atenderá aos objetivos de negócios, a não ser que você tenha uma empresa na qual esse tipo de equipamento seja a principal fonte de receita.

 

  •  Capacidade;
    • Um equipamento quando projetado passa por diversos processos e validações e, dentre esses processos, encontramos a capacidade do equipamento, que informa até onde esse equipamento pode aguentar. Exemplo: Um caminhão tanque foi projetado para carregar alguns mil litros de qualquer fluido, caso surja uma nova necessidade de negócio em transportar mais algumas dezenas de milhares de litros será necessário aumentar a capacidade, podemos em alguns casos acoplar um novo tanque ao caminhão. Caso não seja possível engatar um novo tanque, provavelmente, teremos que comprar um novo caminhão com mais capacidade de carga (claro que podemos fazer um estudo de viabilidade econômica para saber se é melhor realizar mais algumas viagens ou alugar um caminhão, mas digamos que esse estudo apontou que a compra de um novo caminhão seria necessário).
  • Atualização;
    • Costumamos ouvir que as tecnologias evoluem muito rápido, isso é uma verdade absoluta! Novas funcionalidades e técnicas são lançadas e, analisando como elas se aplicam aos negócios, devemos entender quatro pontos: quais problemas do negócio elas resolvem, quanto tempo leva para ser implantada, quanto tempo ela durará e, logicamente, quanto custa.
  • Regulamentação;
    • Alguns mercados possuem regulação para comercialização dos seus produtos e/ou serviços e devem se enquadrar. Exemplo: Quem regulamenta operações financeiras no Brasil é o BACEN – Banco Central do Brasil e seu relacionamento com outros setores são desenvolvidos por sistemas e aplicações; uma das aplicações do BACEN com o Judiciário é o BACENJUD 2.0 e segundo o CNJ – Conselho Nacional de Justiça, o BACENJUD 2.0 “É um sistema eletrônico de relacionamento entre o Poder Judiciário e as instituições financeiras, intermediado pelo Banco Central, que possibilita à autoridade judiciária encaminhar requisições de informações e ordens de bloqueio, desbloqueio e transferência de valores bloqueados.”
    • Algumas regulamentações são formalizadas por certificações, sendo algumas: HIPAA, SOC 1 Typ2, SOC 2 Type 2, PCI DSS Level, ISO 21001.
  • Competitividade;
    • De fato, é um dos fatores mais estratégicos para as empresas independente do mercado, e isso também se aplica ao governo, pois sabemos que um serviço ineficiente não conquista os usuários (claro que sabemos como o governo pode “resolver” esse problema: IMPOSTOS, mas esse tema fica para um outro artigo 😉 ). Conseguimos identificar vários casos de implantação de novas tecnologias para sair na frente da concorrência ou até mesmo para não ficar para trás. Exemplos: Implantação do sinal de TV digital no Brasil ou as redes 3G e 4G, foi uma correria total para quem implantasse as novas tecnologias, pois de certa forma, estaria preenchendo sua base de clientes $).
A comparação direta entre as tecnologias não pode ser do tipo: – ligue a coluna A com a coluna B, ou seja, tecnologia A com a tecnologia B.
Se fosse somente fazer um comparativo direto entre as tecnologias onde estaria o diferencial inovador que cada fabricante ou consultoria desenvolve?
Vejo que a abordagem do comparativo sob a relevância no negócio é: O que essa solução resolve, os problemas de negócios?
Como consultores temos por obrigação fornecer orientação da melhor forma possível às organizações na jornada da escolha/implantação da tecnologia certa para o negócio.
Claro que a decisão final de qual solução será implantada para o negócio É DO CLIENTE, mas nossa função é ajudá-lo nesse processo.
Em meu curso: Como Desenvolver Projetos em Nuvem, apresento técnicas que auxiliam os gestores a identificar e mapear quais caminhos a serem escolhidos independente do fabricante.
Tá na nuvem!

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